A maturidade de governança quase não tem ideologia — só 1,6 ponto separa progressistas, centristas e conservadores.
Discurso e Decisões são os pontos cegos nacionais (médias 50,7 e 50,5)
A governança brasileira tem um problema de coerência, não de recursos. Estados com orçamentos 8× menores superam metrópoles ricas. O que separa os que governam bem dos que governam mal não é dinheiro — é a capacidade de alinhar o que se promete, o que se decide, o que se gasta e o que se entrega.
Selecione o Índice Geral, uma das cinco dimensões ou um subcritério. As cores se recalibram para mostrar a posição comparativa entre as 27 UFs; no hover, a nota absoluta e a banda 5Ds preservam a leitura de maturidade.
Cinco dimensões · subcritérios ponderados · escala 0–100 em intervalos de 25 pontos · fontes públicas verificáveis.
| Faixa | Score | Significado |
|---|---|---|
| ■ Robusto | 85–100 | Alta performance, alinhamento discurso-entrega, resultados comprovados |
| ■ Consistente | 70–84 | Acima da média, processos maduros, lacunas pontuais |
| ■ Intermediário | 50–69 | Desempenho mediano, avanços misturados com falhas sistêmicas |
| ■ Frágil | 25–49 | Falhas estruturais, risco elevado, entregas abaixo do mínimo |
| ■ Crítico | 0–24 | Colapso institucional, ausência de governança funcional |
Ranking dos 27 estados avaliados. Distância = Discurso − Prática.
O heatmap mostra a lógica do método: a nota final nasce de dimensões comparáveis. O arquétipo mostra o tipo de força — e de risco — que cada governo carrega. Para organizações, é o equivalente a olhar cultura, estratégia, recursos, entrega e design juntos.
■ Verde ≥85 · ■ Azul 70–84 · ■ Âmbar 50–69 · ■ Vermelho <50
| Governo | D1 Discurso |
D2 Decisão |
D3 Dinheiro |
D4 Pop. Vive |
D5 Governança |
Score | Arquétipo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| SP | 51 | 71.8 | 85 | 48.8 | 66.3 | 64.6 | ⚠️ Executor sem Narrativa |
| MS | 56 | 65.4 | 68.8 | 58.8 | 59.2 | 61.6 | ⚠️ Executor sem Narrativa |
| CE | 57 | 65.4 | 68.8 | 57.5 | 55.2 | 60.8 | ⚙️ Potência de Gestão |
| MG | 59 | 53.2 | 73.8 | 50 | 67.1 | 60.6 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| PR | 59 | 69.7 | 70 | 46.2 | 55.2 | 60 | ⚙️ Potência de Gestão |
| ES | 59 | 65.4 | 58.8 | 50 | 63.4 | 59.3 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| SC | 46 | 57.4 | 90 | 46.2 | 56.5 | 59.2 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| SE | 47 | 56.9 | 65 | 71.2 | 46 | 57.2 | ⚠️ Executor sem Narrativa |
| AM | 52 | 54.8 | 62.5 | 57.5 | 57.9 | 56.9 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| GO | 49 | 54.2 | 75 | 51.2 | 54.2 | 56.7 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| PB | 46 | 44.7 | 80 | 65 | 46 | 56.4 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| PE | 52 | 62.2 | 65 | 48.8 | 51.5 | 55.9 | ⚙️ Potência de Gestão |
| BA | 63 | 47.4 | 57.5 | 61.2 | 49 | 55.6 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| PA | 62 | 54.2 | 53.8 | 55 | 51 | 55.2 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| RN | 41 | 50.6 | 70 | 60 | 50.5 | 54.4 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| AC | 42 | 45.8 | 70 | 68.8 | 42.8 | 53.9 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| AP | 47 | 31.4 | 65 | 72.5 | 53.2 | 53.8 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| RS | 55 | 48.9 | 58.8 | 42.5 | 62.1 | 53.5 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| MT | 53 | 45.8 | 70 | 50 | 48 | 53.4 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| AL | 50 | 41.5 | 68.8 | 57.5 | 41.6 | 51.9 | 📊 Intermediário Evolutivo |
| MA | 51 | 57.4 | 65 | 46.2 | 30.2 | 50 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
| RO | 47 | 31.9 | 63.8 | 58.8 | 48 | 49.9 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
| DF | 48 | 50 | 58.8 | 48.8 | 42.5 | 49.6 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
| RJ | 40 | 38.3 | 68.8 | 53.8 | 46.5 | 49.5 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
| PI | 42 | 36.2 | 58.8 | 66.2 | 43.5 | 49.4 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
| TO | 47 | 32.4 | 52.5 | 60 | 40.1 | 46.4 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
| RR | 49 | 31.4 | 58.8 | 51.2 | 38.1 | 45.7 | 🔴 Fragilidade Estrutural |
A nota conta uma parte da história. O arquétipo mostra o tipo de força — e de risco — que cada governo carrega. Simplificamos de 8 para 5 perfis nesta rodada: os 3 que dependiam de porte populacional ou tendência histórica (dados que não temos numa leitura pontual) foram incorporados aos 5 perfis com regra objetiva abaixo.
O ranking geral esconde diferenças importantes: há governos que entregam bem mas não comunicam, governos ricos que convertem pouco e governos pequenos que surpreendem. Cada dimensão revela um perfil distinto de força.
Radar com duas curvas: ■ região · - - média estados
Os 5 melhores colocados do ranking geral vêm de 3 campos diferentes: SP e MG (Conservador), MS e PR (Centro), CE (Progressista). As médias por espectro diferem em menos de 1,6 ponto — nenhum campo se destaca.
Classificação segue o espectro partidário do TSE: campo progressista (PT · PSB · PCdoB · PDT · Rede · Solidariedade) · campo centrista (MDB · PSDB · PSD · Cidadania) · campo conservador (PL · Republicanos · Novo · União Brasil · PP). Partido do governador eleito em outubro de 2022.
A média por campo político varia menos de 1,6 ponto (54,1 a 55,7) — estatisticamente irrelevante. Nenhum governo, de nenhum campo, atingiu a faixa Consistente ou Robusta nesta leitura. PT, PL, PSDB e União Brasil aparecem espalhados por todas as faixas de desempenho. O espectro ideológico não prediz governança. Coerência sistêmica prediz.
Compare dois governos estaduais lado a lado, com análise de subcritérios.
Dois cruzamentos revelam padrões que os rankings não mostram: orçamento alto não garante boa governança, e IDH elevado não é sinônimo de Estado eficiente.
Orçamento LOA 2024 (R$ bilhões, escala logarítmica) versus o Score Sistema Cultural. MS, CE e SE governam acima do esperado para o porte orçamentário — o quadrante superior-esquerdo revela quem faz mais com menos. RJ, TO e DF ficam abaixo do esperado mesmo com orçamento robusto.
IDHM 2024 (Radar IDHM · PNUD/FJP/IBGE) versus o Score Sistema Cultural. SP tem o maior IDHM do país (0,838) e também o maior score (64,6) — mas o ajuste estatístico entre as duas variáveis é fraco (R² ≈ 0,08): MS, CE e MG governam acima do que a herança socioeconômica sugere, enquanto DF, RR e TO ficam abaixo.
Média dos 27 governos estaduais nas cinco dimensões do Sistema Cultural da Santo Caos.
Depois de olhar os scores individuais, os índices derivados revelam os vazamentos mais sutis: quem entrega acima do que comunica, quem promete mais do que organiza, e onde o dinheiro não vira resultado.
Transparência metodológica é parte do método — não um apêndice.
O Radar Brasil, aplicação do Sistema Cultural da Santo Caos aos governos estaduais e federal, é uma iniciativa da Santo Caos, consultoria de estratégia e comunicação baseada no Brasil. O levantamento foi conduzido entre março e junho de 2026, com fontes públicas abertas — nenhuma dado pago ou exclusivo.
Responsável pela pesquisa: Guilherme — guilherme@santocaos.com.br
Metodologia: 5 dimensões, 30 subcritérios por governo (27 originais + 3 subcritérios adicionais validados em 2026).
Revisão: Fontes cruzadas; escala discreta (0/25/50/75/100) para reduzir subjetividade.
Limitação declarada: Análise baseada em fontes abertas disponíveis até junho 2026. Estados com menor publicação digital têm cobertura parcial documentada.
Toda contestação com fonte é bem-vinda. Evidências verificáveis podem mudar scores. A metodologia é pública e aberta a revisão.